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  Edição 47  
  Vila Velha comemora 473 anos  
 

Foto: Eduardo Ribeiro

 
 

Vila Velha, município mais populoso do Espírito Santo, se prepara para comemorar seus 473 anos no próximo dia 23, com shows, desfiles escolares e muito mais. Sem perder suas referências históricas e culturais e, ainda, mantendo seus aspectos bucólicos, Vila Velha se transformou, nos últimos anos, na melhor Cidade para se viver e investir no Espírito Santo.

Já não é mais uma “Cidade Dormitório”, tem sua vida econômica, política e social em pleno desenvolvimento. A cidade ganhou mais escolas, mais unidades de saúde, mais infra-estrutura, deixando de ser tratada como apêndice da Capital.

Além da modernização, o município se destaca no turismo e na ampliação das instalações dos portos, que permite o fornecimento direto, nos próprios navios, dos produtos destinados à exploração de petróleo.

Retrospectiva

A história dessa Cidade teve início em 23 de maio de 1535, quando a caravela Glória lançou âncoras na enseada da Prainha, entre os morros da Penha e Inhoá. Da tripulação faziam parte, além do donatário da capitania, Vasco Coutinho, cerca de 60 homens, entre fidalgos, nobres, colonos distintos e outros.

Era domingo, dia em que a fé católica festeja pentecostes, razão pela qual o donatário batizou a capitania com o nome de Espírito Santo. Quando Vasco Fernandes Coutinho chegou à sua capitania, 35 anos após o seu descobrimento, todo o litoral brasileiro já era conhecido pelos principais navegadores europeus, mas não o seu interior. Ansiosos para o desembarque naquelas terras que pareciam dar-lhes boas vindas, se depararam com uma pequena praia cheia de nativos. O próprio donatário, acostumado a lutas e guerras, se surpreendeu com o alvoroço hostil causado pelos índios, e os portugueses somente conseguiram afugentá-los com o uso de armas de fogo.

Mudança

A partir de 1550, com a mudança da sede da capitania para a ilha, Vila do Espírito Santo passou a se chamar Vila Velha do Espírito Santo e a ilha, Vila Nova de Nossa Senhora da Vitória. Durante os tempos de Vasco Coutinho a capitania prosperou, no entanto, a falta de recursos era evidente e também porque toda e qualquer ajuda deveria ser direcionada à capital, tão pobre quanto Vila Velha, passando cerca de 300 anos sem que algo de novo viesse a contribuir para melhorar a vida na Vila antiga.

Em 1750, Vila Velha foi elevada a distrito e, posteriormente, município pela Constituição Estadual de 1890. Entre o final do século XIX e o começo do século XX, Vila Velha era uma cidade de vida modesta, composta de poucas casas, de ruas bem alinhadas, farta em pescados e privilegiada em atrativos naturais.

A primeira planta da cidade, datada de 1894, promovia, primeiramente, o melhoramento da Prainha, do Centro, onde eram desenvolvidas as principais atividades de Vila Velha. Somente no ano de 1958 o município foi oficialmente reconhecido como Vila Velha, até então denominado Espírito Santo. A partir de 1951, quando foi concluída a obra da rodovia Carlos Lindenberg, começou o declínio do transporte por bondes, uma vez que a população preferia os ônibus.

 
     
     
     
 
 

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