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Edição 33 |
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Salve a Rainha do Brasil |
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Foto: A
Crônica |
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Atire a primeira pedra
quem nunca teve algum parente na família ou
ouviu dizer de alguém que obteve uma graça
por meio de orações e promessas feitas à
padroeira do Brasil, Nossa Senhora
Aparecida.
No próximo dia 12 de outubro, feriado
nacional, é comemorado o Dia da Rainha da
Igreja Católica. Milhares de romeiros partem
de todas as partes do Brasil, inclusive do
Espírito Santo, em carreatas e romarias para
agradecer à Santa em seu |
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Santuário, localizado em
Aparecida do Norte, São Paulo.
Mesmo aqueles que não podem ir a São Paulo não
deixam o dia passar em branco. Vão às missas
realizadas nas diversas igrejas católicas do Estado
para agradecer ou iniciar uma promessa em busca de
uma benção.
A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida
tem seu início emmeados de 1717, quando chegou a
notícia de que o Conde de Assumar, D.Pedro de
Almeida e Portugal , Governador da Província de São
Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de
Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade
de Ouro Preto (MG).
Convocado pela Câmara de Guaratinguetá, os
pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João
Alves saíram a procura de peixes no Rio Paraíba.
Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas
tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.
João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo
de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a
cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça
da mesma imagem. Daí em diante os peixes chegaram em
abundância para os três humildes pescadores.
Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a
família de Felipe Pedroso, que a levou para casa,
onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar.
A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas
graças foram alcançadas por aqueles que rezavam
diante a imagem.
A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora
foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família
construiu um oratório, que logo se tornou pequeno.
Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá
construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros,
aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745.
Mas o número de fiéis aumentava, e, em 1834 foi
iniciada a construção de uma igreja maior (atual
Basílica Velha).
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de
padres e irmãos da Congregação dos Missionários
Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos
romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para
rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.
A 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora
da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por
D. José Camargo Barros. No dia 29 de Abril de 1908,
a igreja recebeu o título de Basílica Menor. A
partir desta data, a imagem passou a usar,
oficialmente, a coroa ofertada pela Princesa Isabel,
em 1884, bem como o manto azul-marinho.
Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila
que se formara ao redor da igreja no alto do Morro
dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa
Senhora foi proclamada “Rainha do Brasil e sua
padroeira oficial”, por determinação do Papa Pio XI.
Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da
Conceição Aparecida foi crescendo e o número de
romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira
Basílica tornou-se pequena.
Era necessário a construção de outro templo, bem
maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por
iniciativa dos missionários Redentoristas e dos
Senhores Bispos, teve início em 11 de Novembro de
1955 a construção de uma outra igreja, atual
Basílica Nova.
Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo
Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica
Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de
Aparecida:Santuário Nacional; “maior Santuário
Mariano do Mundo. |
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Oração a Nossa Senhora Aparecida |
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Ó Virgem Maria, abençoada sois vós
pelo Senhor Deus Altíssimo
entre todas as mulheres da terra.
Vós sois a glória de Jerusalém,
vós a alegria de Israel,
vós a honra do nosso povo.
Salve, ó Virgem, honra de nossa terra,
a quem rendemos um culto de piedade e
veneração,
a quem chamamos com o belo nome de
Aparecida.
Quem poderia contar, ó doce Mãe,
quantas graças, durante tantos anos,
vós dispensastes ao povo brasileiro,
compadecida dos nossos males?
Quisemos cingir vossa cabeça sagrada
com uma coroa de ouro,
que vos é devida por tantos títulos;
continuai a dobrar-vos benignamente às
nossas preces.
Quando erguemos aos céus nossas mãos
suplicantes,
ouvi, clemente, os nossos rogos, ó Virgem;
conservai nossas almas afastadas da culpa e,
por fim, conduzi-nos ao céu.
Salvação, honra e poder Àquele que, uno e
trio,
nos fulgores do seu trono celeste,
governa e rege todo o universo.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
rogai por nós.
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PRIMEIROS
MILAGRES |
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A pesca milagrosa
A Câmara Administrativa de Guaratinguetá
decidiu e pronto. A época não era favorável
à pescaria, mas os pescadores que se
virassem. O Conde tinha que provar do peixe
do rio Paraíba.
E a convocação foi lida em toda a redondeza.
João Alves, Domingos Garcia e Felipe
Pedroso, moradores de Itaguaçu, pegaram seus
barcos, suas redes e se lançaram na difícil
tarefa. Remaram a noite toda sem nada
pescar.
No Porto de Itaguaçu, lançaram mais uma vez
as redes. João Alves sentiu que a sua rede
pesava. Serão peixes? Puxou-a. Não. Não eram
peixes. Era o corpo de uma imagem. Mas... e
a cabeça, onde estava? Guardou o achado no
fundo do barco. Continuaram tentando achar
peixes.
De repente, na rede do mesmo pescador, uma
cabeça enegrecida de imagem. João Alves
pegou o corpo do fundo do barco e
aproximou-o da cabeça. Justinhos. Aquilo só
podia ser milagre.
Benzeram-se e enrolaram os pedaços num pano.
Continuaram a pescaria. Agora os peixes
sabiam direitinho o endereço de suas redes.
E foram tantos que temeram pela fragilidade
dos barcos...
O milagre das velas
Depois que chegaram da pescaria onde
encontraram a Senhora, Felipe Pedroso levou
a imagem para sua casa conservando-a durante
5 anos.
Quando de sua mudança para o bairro da Ponte
Alta deu a imagem a seu filho Athanásio
Pedroso que morava no Porto de Itaguaçu bem
perto de onde seu pai Felipe Pedroso, João
Alves e Domingos Garcia haviam encontrado a
imagem.
Athanásio fez um altar de madeira e colocou
a Imagem Milagrosa da Senhora Aparecida. Aos
sábados seus vizinhos se reuniam para rezar
um terço em sua devoção. Em certa ocasião,
ao rezar o terço, duas velas se apagaram no
altar de Nossa Senhora, o que era muito
estranho, pois aquela noite estava muito
calma e não havia motivo para o
acontecimento.
Silvana da Rocha, que no dia acompanhava o
terço, quis acender as velas, porém, as
mesmas se acenderam sem que ninguém as
tocasse, como um perfeito milagre. Desta
data em diante a Imagem Milagrosa de Nossa
Senhora Aparecida deixou de pertencer à
família de Felipe Pedroso para ficar
pertencendo a todos nós, devotos da Santa
Milagrosa.
Uma rosa de ouro para a Virgem
Em 1967, ano da comemoração do jubileu
dos 250 anos do aparecimento da imagem de
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, o Papa
Paulo VI ofertou ao Santuário Nacional da
Padroeira do Brasil uma Rosa de Ouro.
A entrega dessa importante honraria
aconteceu na manhã do dia 15 de agosto
daquele mesmo ano, com a presença de
diversas autoridades civis e religiosas,
entre elas o presidente Artur da Costa e
Silva.
Atualmente, a Rosa de Ouro encontra-se
exposta no nicho onde também se encontra a
Imagem da Rainha e Padroeira do Brasil, no
interior da Basílica Nova.
Os sumos pontífices costumavam oferecer como
presente uma Rosa de Ouro, em sinal de
particular estima e para distinguir
eminentes personalidades que prestavam
relevantes serviços à Igreja, ou para honrar
cidades, ou ainda para realçar Santuários
insignes, como centro de grande devoção.
Essa Rosa era artisticamente elaborada
segundo o estilo da época. |
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