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Disque-denúncia (181)
Polícia Militar (190)

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  Edição 45  
 

Medo de ser identificado impede população de fazer denúncias

 
 

Assessoria de Comunicação/Sesp

   
 

Lidar diariamente com os constantes trotes é um problema enfrentado diariamente por quem tem a responsabilidade de garantir a segurança pública. Muitos crimes são desvendados graças a ligações para o Disque-Denúncia

 
 

(181), que serve de integração entre a Polícia Militar e a população, mas ainda existem aqueles que usam o serviço de forma equivocada.

Na opinião do coordenador da Polícia Interativa da 5ª Região (que compreende da ponte da Barra do Jucu à divisa de Vila Velha com Guarapari), subtenente Antônio Gonçalves Siqueira, o disque-denúncia (181) é mal utilizado pela população, que desacredita na segurança pública e prefere não denunciar. Além disso, existem aqueles que insistem em usar o serviço para trotes.

“As pessoas não sabem a importância desse serviço. Se elas não denunciam, nós acreditamos que está tudo bem na comunidade em que moram. Mesmo aquelas que acham que não vai adiantar nada comunicar à polícia o roubo ou furto de uma bicicleta, por exemplo, devem ligar para a polícia, pois só assim saberemos como está o bairro e, se houver necessidade, intensificar o policiamento”, disse o subtenente Siqueira.

Outra realidade que preocupa a Polícia é o medo das pessoas em serem identificadas ao telefonarem para o Disque-Denúncia da Polícia Militar. O subtenente assegura a essas pessoas que não há motivo para preocupação, pois elas não serão identificadas pela polícia, se não quiserem, uma vez que a denúncia pode ser anônima. Além disso, a ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone público. Nos casos de trotes, os policiais são orientados a esclarecer ao usuário a importância do serviço e a solicitarem que o seja usado somente em caso de necessidade.

Tráfico lidera chamadas

Apesar de não possuir dados estatísticos, o subtenente Siqueira informa que as denúncias sobre o tráfico e o uso de drogas lideram as chamadas. Salienta ainda que de cada 100 denúncias, em cerca de 20 a polícia consegue chegar ao autor do delito.

O policiamento na Barra do Jucu, nos bairros que compõem a Grande Terra Vermelha e a Grande Ponta da Fruta, segundo o subtenente Siqueira, é realizado por 52 PMs distribuídos em turnos. O trabalho é feito de bicicleta, a pé e em radiopatrulhas. Uma vez por mês, são realizadas reuniões com os Conselhos Interativos de Segurança Pública da Barra o Jucu, da Grande Ponta da Fruta e da Grande Terra Vermelha.

 
     
 
 

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