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Quando o
assunto é dengue, todo cuidado é pouco. Em 2007,
foram registrados mais de 450 mil casos da doença no
Brasil, o que equivale a um crescimento de 50% no
número de registros em relação ao ano passado.
Em Vila Velha, neste ano, foram notificados 464
casos suspeitos de dengue, número relativamente
baixo, comparado aos 2.936 casos notificados no
mesmo período do ano de 2006. Os números
relacionados à infestação por habitante contabilizam
112 casos notificados de dengue para cada 100 mil
moradores, contra uma média de 250 a 300 casos
registrados em outras regiões da Grande Vitória.
A última ação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)
foi uma semana de análises técnicas realizadas por
140 agentes da Secretaria, por meio do Programa de
Combate à Dengue, que registrou um baixo Índice de
Infestação Predial (IIP) da dengue, com uma média de
0.7%.
O levantamento foi feito por um sistema de
amostragem e dividiu a cidade em 17 campos de
estudo. Entre os bairros que obtiveram o maior
índice de infestação estão Boa Vista II, Cocal,
Itapoã, Residencial Coqueiral, Santa Mônica,
Jaburuna, Ilha dos Aires, Soteco, Praia da Costa e
Centro.
Apesar de a epidemia estar controlada em Vila Velha,
os riscos trazidos com as mutações sofridas pelo
vírus da dengue deixaram em alerta toda a Região
Metropolitana do Espírito Santo.
Em Vitória, uma nova técnica de combate à dengue
está sendo implementada, com a instalação, em
residências, de uma armadilha denominada “Mosquitrap”.
A tecnologia é eficaz no trabalho de prevenção da
doença, já que é capaz de detectar a existência de
focos do Aedes e também a intensidade da infestação.
Multiplicação
Nos últimos dias, a preocupação com a doença
redobrou com a notícia de que pesquisadores estudam
um novo tipo de mosquito que pode ser responsável
pela multiplicação de casos de dengue no Brasil. A
espécie, que é silvestre, já está adaptada às áreas
urbanas e foi encontrada em metade dos bairros de
Fortaleza.
O novo mosquito vem sendo estudado há cinco anos por
pesquisadores da Universidade Federal do Ceará. O
mosquito, que é nativo da Ásia e se adaptou
rapidamente ao país, tem as mesmas características
do Aedes aegypti, transmissor da doença, inclusive
as listras pelo corpo. A primeira vez que
encontraram o inseto foi em 2005, em apenas uma área
da cidade. Atualmente, a nova espécie é encontrada
em metade dos bairros da capital cearense.
Além disso, o Brasil poderá ter, em um prazo de
quatro anos, a primeira vacina contra a dengue,
segundo anunciou o secretário de Ciência, Tecnologia
e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde,
Reinaldo Guimarães. Segundo ele, o governo
brasileiro planeja trazer para o país a tecnologia
de uma vacina desenvolvida por um grupo de
pesquisadores dos Estados Unidos. |
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