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  Edição 43  
  Estudos e nova técnica de combate à dengue  
 

FOTO: KADIDJA FERNANDES / COMUNICAÇÃO/PMV

 
 

Quando o assunto é dengue, todo cuidado é pouco. Em 2007, foram registrados mais de 450 mil casos da doença no Brasil, o que equivale a um crescimento de 50% no número de registros em relação ao ano passado.

Em Vila Velha, neste ano, foram notificados 464 casos suspeitos de dengue, número relativamente baixo, comparado aos 2.936 casos notificados no mesmo período do ano de 2006. Os números relacionados à infestação por habitante contabilizam 112 casos notificados de dengue para cada 100 mil moradores, contra uma média de 250 a 300 casos registrados em outras regiões da Grande Vitória.

A última ação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) foi uma semana de análises técnicas realizadas por 140 agentes da Secretaria, por meio do Programa de Combate à Dengue, que registrou um baixo Índice de Infestação Predial (IIP) da dengue, com uma média de 0.7%.

O levantamento foi feito por um sistema de amostragem e dividiu a cidade em 17 campos de estudo. Entre os bairros que obtiveram o maior índice de infestação estão Boa Vista II, Cocal, Itapoã, Residencial Coqueiral, Santa Mônica, Jaburuna, Ilha dos Aires, Soteco, Praia da Costa e Centro.
Apesar de a epidemia estar controlada em Vila Velha, os riscos trazidos com as mutações sofridas pelo vírus da dengue deixaram em alerta toda a Região Metropolitana do Espírito Santo.

Em Vitória, uma nova técnica de combate à dengue está sendo implementada, com a instalação, em residências, de uma armadilha denominada “Mosquitrap”. A tecnologia é eficaz no trabalho de prevenção da doença, já que é capaz de detectar a existência de focos do Aedes e também a intensidade da infestação.

Multiplicação

Nos últimos dias, a preocupação com a doença redobrou com a notícia de que pesquisadores estudam um novo tipo de mosquito que pode ser responsável pela multiplicação de casos de dengue no Brasil. A espécie, que é silvestre, já está adaptada às áreas urbanas e foi encontrada em metade dos bairros de Fortaleza.

O novo mosquito vem sendo estudado há cinco anos por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará. O mosquito, que é nativo da Ásia e se adaptou rapidamente ao país, tem as mesmas características do Aedes aegypti, transmissor da doença, inclusive as listras pelo corpo. A primeira vez que encontraram o inseto foi em 2005, em apenas uma área da cidade. Atualmente, a nova espécie é encontrada em metade dos bairros da capital cearense.

Além disso, o Brasil poderá ter, em um prazo de quatro anos, a primeira vacina contra a dengue, segundo anunciou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães. Segundo ele, o governo brasileiro planeja trazer para o país a tecnologia de uma vacina desenvolvida por um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos.

 
     
 
 

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