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  Edição 35  
  Buscas por adivinhações levam
pessoas a caírem em golpes
 
 

Divulgação

   
 

A busca por soluções imediatas para os problemas, a tentativa de descobrir se o marido ou a mulher é infiel, sobre o paradeiro de um ente querido, enfim, infinitas são as situações que levam cada vez mais pessoas a procurarem meios de encontrar respostas rápidas.

E o que não falta é gente oferecendo esse tipo de servi-

 
 

ço. Basta abrir os classificados dos jornais ou circular pelas ruas que os panfletos vão cair em suas mãos. Sem contar no golpe das ciganas, que sempre contam a mesma história.

Buscar conselhos e orientações de médiuns para solucionar problemas também é uma prática comum para certas pessoas. Outros consultam médiuns a fim de enriquecerem rapidamente, acreditando que quando um médium está em transe, o espírito de um certo deus ou divindade se comunica através dele.

E é essa ansiedade que leva, na maioria das vezes, pessoas a caírem em golpes planejados por charlatães. Muitos dos lesados acabam guardando a decepção para eles mesmos, por vergonha de admitir que foram ludibriados.

Golpe

Além do dinheiro, alguns entregam bens materiais, como jóias e até automóveis. A aposentada Maria de Fátima (nome fictício), 74 anos, sempre buscou descobrir nas cartas o que estava para acontecer em sua vida. Bastava ouvir falar na chegada de uma nova cartomante no bairro onde morava para recorrer à consulta.

Essa “credulidade” fez com que buscasse a ajuda de uma cartomante em um momento difícil de sua vida, o desaparecimento de um dos filhos. Sem desconfiar de nada, foi levada por uma amiga à falsa profissional. Logo que chegou, o interesse da cartomante recaiu sobre as jóias que Maria de Fátima usava.

Sem rodeios, avisou que precisava do anel e dos brincos da aposentada para abrir o baralho. Sem desconfiar que se tratava de um golpe, Maria de Fátima entregou as jóias à cartomante, que prometia devolver-lhes assim que terminasse a sessão.

Ao final, sem dizer nenhuma novidade à aposentada, a cartomante assumiu claramente que ficaria com as jóias como pagamento pelo trabalho realizado.

Essa é apenas mais uma história de quem já foi vítima desse tipo de golpe. Outros, como é o caso de José (nome fictício) acabou entregando a chaves do carro em troca de informações sobre a pessoa amada.

 
     
 
     
  Pastor orienta população para não cair em golpes  
 

Na opinião do pastor da Igreja Presbiteriana da Praia da Costa, José Mário Gonçalves, as pessoas possuem plena liberdade para praticar e acreditar no que quiserem e desejar ou buscar o que achar mais conveniente.

Porém, cada um deve analisar os critérios que norteiam essas pessoas (adivinhadores) “e desconfiar de quem usa a religião com fins lucrativos e faz promessas de enriquecimento rápido e coisas semelhantes”, acrescenta José Mário.

Além disso, comenta o pastor, as religiões têm seus próprios referenciais éticos, sendo importante que as pessoas se informem sobre o referencial de cada uma.

Quanto à Bíblia, José Mário acrescenta que o livro sagrado não recomenda a prática de consultar os mortos ou aos astros, por exemplo, e é contrária ao uso da religião como fonte de lucro. Lembrou ainda o caso de pessoas que se endividaram por conta das buscas pelas adivinhações e precisaram vender bens materiais, como carro, e quando se deram conta não foi possível reaver os bens.

“O mais importante para qualquer pessoa é procurar se informar sobre aquilo que está buscando, independente da opção religiosa”, alertou o pastor José Mário.

 
 
     
 
 

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