HOME

 

 

Home

Quem_Somos

Reportagens

Notícias

Colunistas

Baixe_as_páginas

Anuncie

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho e insegurança nas ruas


Todos os dias, Rogério Alves Ferreira, 45, sai de casa e pega um ônibus lotado para trabalhar no centro de Vila Velha. A cena se repete com vários trabalhadores diariamente, mas a diferença é que Rogério não vai para escritórios ou comércio, ele trabalha como guardador de carros.

A realidade desse trabalho é desconhecida pela maior parte da população, apesar da convivência tão próxima e, ao mesmo tempo, tão distante. “As pessoas passam pela gente e já olham torto”, desabafa Rogério. “Alguns nem abrem o vidro do carro”.

A indiferença dos motoristas se justifica na insegurança das ruas. “Já tive problemas antes e nunca sei até que ponto aquela pessoa realmente quer trabalhar ou vai me colocar em perigo”, conta o empresário Edir Oliveira.

Contrário aos maus exemplos, Rogério é flanelinha há 20 anos e, junto com sua esposa, que também trabalha com ele, garante o sustento de sua família. “O serviço é cansativo e perigoso, mas graças a Deus eu tenho esse pão de cada dia. As pessoas da comunidade aqui me conhecem e confiam em mim. Fiz muitas amizades, até doutores e advogados”, comenta orgulhoso.

Apesar da resistência inicial, Edir reconhece: “Sei que existem pessoas honestas também, acho que deveria existir um esforço das autoridades para regulamentar os guardadores e garantir a segurança de todos”. Em 2007, a Polícia Civil chegou a iniciar um processo de cadastro dos flanelinhas na Grande Vitória, mas ainda não existem dados disponíveis sobre a iniciativa.

 
 
 
 
 
 

<< VOLTAR <<

 
 

HomeQuem_somosReportagensnotícias
ColunistasBaixe_as_páginasContato