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impactos negativos que esta obra pode
acarretar ao local. O receio é de que a
Prainha perca a característica e identidade
histórica.
Um dos motivos que também causou indignação
entre os moradores, é o fato de não terem
sido consultados antes da criação do
projeto. “A Prainha carece desta atenção.
Somos a favor da reforma, pois não há como
prosseguir dessa maneira. No entanto,
queremos participar desta empreitada”,
afirma o presidente do Movimento Comunitário
do Centro, Wolmar Médice.
Um dos pontos mais polêmicos do projeto
apresentado pelo arquiteto responsável pela
obra, Alexandre Feu Rosa, é a construção de
duas torres de vidro de 37 metros de altura,
que, por sua vez, desrespeitam a legislação
municipal, que estabelece, na região da
Prainha, a altura máxima de 11 metros para
edificações, o equivalente a apenas dois
pavimentos (três a menos do que está no
projeto). Além de contrariar toda legislação
vigente desde 1990, as torres também vão
prejudicar a visibilidade da Igreja do
Rosário, outro símbolo da história do
município.
Os moradores comparam a obra como um
trabalho de concreto armado. Uma das
características do local é que ele possui um
corredor ecológico, no entanto, o novo
espaço elaborado não prevê a preservação da
área verde. Além disso, um auditório
suspenso na área do estacionamento e os
chafarizes de sistema interno, ambos
previstos na reforma, vão ainda
sobrecarregar a drenagem das águas na
região.
Assim como há muitas críticas relacionadas
ao projeto que foi proposto, também existem
várias sugestões para que o Parque da
Prainha se torne um ambiente agradável. As
sugestões vão desde transformar o local em
centro gastronômico e turístico até torná-lo
um bosque. Contanto, nada que seja proposto
deve ofuscar as características da região. |