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O
advogado dos empresários Roland Feiertag e
seu filho Rogério, Edison Viana dos Santos
(foto), rebateu as acusações do Ministério
Público Federal (MPF) que resultaram nas
prisões. Os empresários estão presos na sede
da Polícia Federal, em São Torquato, Vila
Velha, acusados de formação de quadrilha. O
advogado vê interesse político por trás da
divulgação de escutas telefônicas.
Edison Viana contesta, principalmente, a
acusação divulgada na mídia de que os
empresários praticaram crime de sonegação
fiscal. Ele explicou que não é possível se
afirmar a existência de uma sonegação fiscal
de R$ 290 milhões, ocorrida entre
fevereiro/2007 e dezembro/2007, se a própria
Receita Federal, que é responsável pela
fiscalização, nunca autuou a empresa dos
acusados.
O advogado fez o seguinte questionamento:
"Se existe tanta certeza sobre a prática
delituosa, por que o Ministério Público
Federal não formalizou uma acusação de
sonegação fiscal?" Para o advogado, o
Supremo Tribunal Federal (STF) já fixou o
entendimento de que não há justa causa para
o ajuizamento de ação penal sem que tenha
havido decisão definitiva em um respectivo
procedimento administrativo-fiscal
competente para apurar se existe ou não
débito tributário.
Para Edison Viana, existem interesses
políticos contrários aos seus clientes por
trás da divulgação das escutas telefônicas
realizadas na chamada Operação Monte Líbano,
motivo pelo qual, a seu ver, estão sendo
divulgados na mídia trechos dos autos do
processo judicial, que se encontram sob
sigilo de justiça: "A quebra do sigilo
telefônico, mesmo quando amparada por ordem
judicial, permanece sob segredo de justiça
dentro do processo judicial. Portanto, se
estão divulgando na mídia segredo de justiça
é porque existe interesse político por trás
disso".
Por tudo isso, ele considera que os seus
clientes estão presos injustamente e que o
processo movido contra eles os acusa somente
de formação de quadrilha ou bando. Adiantou
que a ação movida pelo Ministério Público
Federal é inconsistente, pois não
possibilitou sequer o direito de defesa dos
acusados.
Edison Viana considera importante, para
reforçar sua tese, o fato de que tanto o
deputado Neucimar Fraga quanto o senador
Renato Casagrande desmentiram,
veementemente, a existência de qualquer
relacionamento com os empresários e demais
acusados detidos na operação. ( Século
Diário).
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