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Edição 35
Prefeito assina convênio para recuperação da Rodovia Lindenberg

 FOTO: EDUARDO RIBEIRO

    
 

Reivindicação antiga da população, a recuperação e a revitalização de trecho da Rodovia Carlos Lindenberg estão prestes a se tornar realidade. No último dia 11, às 11 horas, foi assinado, no Palácio Anchieta, o Convênio

de Cooperação Técnica Administrativa e Financeira entre a Prefeitura de Vila Velha e o Estado, no valor de R$ 10 milhões, para realização das obras.

Em junho do ano passado, o governo do Estado assinou um protocolo de compromissos com a prefeitura, mas somente agora está liberando os recursos para a realização da obra.

Durante a assinatura do convênio, o prefeito Max Filho ressaltou a importância dessa parceria para a população capixaba; frisou que 90% da movimentação do Porto de Vitória passam pela Rodovia Carlos Lindenberg, localizada no município que tem a 75ª receita por pessoa, o mais populoso e com carências mais elementares.

A previsão da prefeitura é de que até o final deste ano o Estado libere R$ 2,8 milhões. Na primeira etapa, o investimento será de R$ 11.860.433,38; sendo que R$ 10 milhões serão repassados pelo Estado e o restante será contrapartida da prefeitura. As obras iniciais compreendem o trecho entre a Transportadora Continental até o trevo da Rodovia Darly Santos, numa extensão de 1,68 quilômetro.

No projeto, a obra está prevista para ser concluída em 15 meses, mas a Administração pretende executá-la até dezembro de 2008.

Trânsito mais organizado

Ciclovias de três metros de largura, corredores preferenciais em concreto armado para ônibus e veículos pesados, e faixas de estacionamento são alguns dos itens que compõem o projeto executivo de restauração e modernização da rodovia.

De acordo com o secretário municipal de Obras, Oswaldo Miziara, a reforma trará mais organização ao trânsito, que hoje, apesar de já possuir quatro pistas, não é usado de forma ordenada. A proposta do projeto executivo não contempla grandes intervenções, mas uma melhoria em sua geometria hoje totalmente irregular - e em suas extremidades de um lado a outro, para que sejam aproveitadas ao máximo, otimizando o uso da rodovia.

Entre as melhorias está contemplada uma nova ciclovia, com três metros de largura, que trará maior conforto para os usuários e irá evitar acidentes. A ciclovia será construída no lado direito da pista, no sentido Vila Velha - Vitória.

Além da ciclovia, o projeto inclui calçada de 3 metros, canteiro de 50 centímetros, estacionamento de 2,50 metros, e três pistas para veículos com 3,5 metros, sendo uma preferencial para ônibus, outra para veículos de tráfego pesado e outra para veículos de tráfego leve. Placas de concreto armado reforçarão as pistas preferenciais para ônibus e caminhões, com 5 metros de largura por 10 metros de comprimento. O primeiro trecho da obra inclui ainda a construção de um novo muro de arrimo em substituição ao existente no local.

Também estão previstas melhorias na sinalização vertical e horizontal e a construção de baias para ônibus, também em concreto armado.

Segundo Miziara, a elaboração do projeto executivo da segunda fase da reforma na Rodovia Lindenberg já está em andamento. A obra total custará R$ 40 milhões e vai do trecho entre a avenida Anísio José Simões e a entrada da Estrada Jerônimo Monteiro, num total de 10 quilômetros de extensão.

 
     
  Trajetória da Rodovia Lindenberg marcada por descasos  
 

Falar sobre a importante Rodovia Carlos Lindenberg sem voltar à história é praticamente impossível. Na cerimônia de assinatura do convênio para liberação de recursos pelo governo do Estado para recuperação e revitalização de trecho da rodovia, no dia 11 último, no Palácio Anchieta, o prefeito Max Filho relembrou parte da trajetória.

Lembrou a construção da Rodovia Carlos Lindenberg, durante o governo Jones dos Santos Neves; a duplicação, no governo Arthur Carlos Gehardt (1971 a 1974); passou pelo ato unilateral do Conselho Rodoviário Estadual, que retirou a rodovia da malha rodoviária, sob a orientação do então secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Jorge Hélio Leal; e pelo descaso do governo Estadual, ao longo dos anos, alegando lei municipal.

O curioso, segundo Max Filho, é que lei municipal também tratou a Rodovia Darly Santos e a Rodovia do Sol como avenidas, mas nem por isso foram abandonadas pelo governo. O prefeito acrescentou que essas leis são inconstitucionais, pois o município não é competente para legislar sobre próprios pertencentes ao governo Estadual, fato este já reconhecido pelo Ministério Público Estadual.

 
     
 

 

 
 
 

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