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Em oito de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher.
Numa justa homenagem a esse ser, que dentre tantas
virtudes possui o dom de dar à luz, separei trechos
do meu livro “O Capital de Deus”, Editora Elevação.
Espero que apreciem:
É notável a sensibilidade feminina para com os assuntos
transcendentais. Mirando as perspectivas dos
próximos anos, em que, por força do instinto de
subsistir, as consciências estarão mais fecundas a
tudo o que diz respeito à ascensão moral e
espiritual, convidei os que me privilegiam com seu
apreço, em 2000, a darem boas-vindas ao Milênio das
Mulheres.
Com atenção assisti, àquela altura, à entrevista concedida à
Boa Vontade TV pela saudosa escritora Heloneida
Studart (1932-2007), que dissertou sobre o relevante
papel que elas vêm assumindo no âmbito da melhoria
da qualidade de vida:
“O feminismo tem sido sempre o mesmo, mas enriquecido de
novas reivindicações. Existe uma ala dele,
principalmente no Primeiro Mundo, que agora está
engajada na luta contra a pobreza, um fenômeno
crescente, ao contrário do que se podia antes
imaginar, e atinge, de maneira muito dura e cruel,
as mulheres, muito mais do que os homens. Elas
trabalham em casa e fora de casa e têm de assistir,
de viva voz, olho no olho, todas as carências de sua
família. (...). Fica cuidando do filho doente que
não tem remédio, preocupa-se por não poder dar
vitamina às crianças e não ter como comprar frutas,
vê mais vezes a conta da luz que está atrasada...
“A ONU tem uma estatística mostrando que a mulher pobre
trabalha mais que o homem, porque atua em várias
frentes: no lar, na rua, na empresa, enfim, estão
ativas em grande quantidade de horas por dia. Em
geral, quando saem para o emprego, já têm duas ou
três horas de serviço executadas no próprio lar e,
ao voltarem para casa, ainda têm tarefas a cumprir.
O aumento dos espaços de lazer para elas, com a
diminuição da carga trabalhista, é uma reivindicação
do chamado novo feminismo”.
A mulher e a estabilidade do mundo — Não há como negar a
necessária participação dos diversos setores da
sociedade para que o progresso feminino alcance
pleno êxito em sua pacífica cruzada de resgate da
cidadania da mulher, conforme o exposto pela dra.
Heloneida. Adesão total que naturalmente inclui os
que gerenciam as ações político-governamentais, em
que é essencial o bafejo renovador da
Espiritualidade Ecumênica, sem o qual a eficiência
permanecerá aquém dos anseios populares.
A mulher, o lado mais formoso da humanidade, está no alicerce
de todas as realizações profundas. Aquilo que
fisicamente nos concretiza encontra-se nela.
Componentes do gênero feminino constituem elemento
vital para a sobrevivência das boas causas.
Organizações estáveis contam com mulheres estáveis.
(...) O meu fito aqui é destacar quanto é primacial
para a evolução humana e a segurança do mundo a
missão da mulher (...). |
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